Nos últimos dias ouvi algo no qual me chamou atenção de amigos e familiares. Se ainda tivesse sido de apenas uma pessoa, creio que passaria despercebido ou até mesmo seria motivo de piada entre em uma roda de amigos, mas já ouvi em três situações distintas. O caso é o seguinte: durante um bate papo, logo surge o assunto da crise (algo um tanto quanto enfatizado nos últimos meses) e ouço uma hipótese curiosa, por assim dizer: “Esse negócio de crise é pura bobagem, tudo isso é terrorismo do Jornal Nacional. Ele só vem ao ar para mostrar índices negativos, aí é óbvio que tudo vira caos.”
Admito em um primeiro momento ficar surpreso com tal raciocínio, porém após ouvi-lo novamente (com palavras similares, e mídias “inferiores”) e parando um segundo para refletir sobre o assunto já diria que o pensamento não está de todo equivocado. A crise está aí – e vai longe – mas vejamos: o papel da imprensa (aí está inserido o JN) é informar, esta é sua função social. A pergunta que surge seria: caso a mídia como um todo, onde estariam os jornais, telejornais, internet, etc. publicassem apenas os índices positivos (que estão escassos em meio ao holocausto financeiro) esta crise será mais amena?
É fato que os acontecimentos fazem a notícia, mas e a recíproca também é verdadeira? Infelizmente estas perguntas não têm como serem respondidas na prática, entretanto um momento de reflexão é válido.
O pior disso tudo é estar procurando emprego em meio este bombardeio, seja negativamente financeiro ou informativo.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Crise ou Terrorismo?
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Michel's
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13:55
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Previsões 2009
Após milhares de cartas, e-mails e convites a palestras e retiros espirituais devido ao estrondoso sucesso por parte das previsões anteriores (2007 e 2008) encontrei-me obrigado a realizar mais estas pequenas alusões a alguns fatos que marcarão o próximo ano, dentre eles:
$ No cenário político demográfico nacional o destaque será a cidade do Rio de Janeiro e não a partir do mosquito mais famoso e procurado do Brasil e sim pelo fato de uma pequena limpeza: o fim das favelas! Após incansáveis mortes, indesejáveis quadrilhas de narcotráfico e infinitos contrabandos, a prefeitura do Rio, juntamente com a CIB (Centro de Inteligência Brasileira), aliados ao capitão Nascimento, irão traçar um plano onde serão jogados mísseis (que deveriam – do verbo não serão – ser cinematográficos) durante as gravações de Tropa de Elite 2. Não seria necessário, mas só para constar capitão Nascimento, através de sua destreza, sairá ileso.
$ Já para o cenário mundial o foco não poderia ser outro senão Balack Obama, o primeiro afro descendente, negro, de pele escura, eleito presidente dos EUA. Será descoberta uma revelação que irá chocar o planeta inteiro (como se ele fosse um ovo gigante). A partir de uma simples “pelada” nos fundos da casa branca com os demais congressistas, será revelada sua habilidade única para o futebol. Boatos irão germinar como chuchu, e após uma interminável perseguição à verdade o presidente reúne sua comitiva e em uma entrevista totalmente inesperada, ele revela que o rei Pelé, vulgo Edson Arantes do Nascimento (este também já foi capitão) é seu pai. Ocorreu quando na década de 60 ele visitou os EUA e conheceu a, posteriormente famosa, Oprah Winfrey. Dá para acreditar?!
Entre alegrias e tristezas, o Brasil terá uma lastimável perda daquele que liderava e acima de tudo esbanjava esperança a criança. Difícil será tolerar a agonia do povo cearense – ou nordestino em geral – que adotará 4 meses de luto, período exatamente intermediário entre o carnaval de verão e o de inverno. Que horror!
Bom, de resto 2009 será muito válido para a história, pois ele vem logo após o 2008 e precede o tão esperado 2010. Isto é espetacular. Fico por aqui agradecendo sua pequena atenção, e desejando, para o ano que está chegando, que você não troque apenas de agenda, mas troque emoções e alegrias. Compartilhemos tudo aquilo que nos faça bem!
Feliz 2009!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Meados de 2053
Durante um almoço em família:
- Vô, hoje terei aula de história geral, e a professora avisou na última aula que será sobre a crise financeira global de 2008.
- Ok, e o que eu tenho a ver com isso?
- Pois é, e o senhor viveu aquela época, certo vô?
- Sim e não quero falar do assunto, estamos no horário da refeição!
- Papai, não seja grosseiro com seu neto, ele tem apenas 13 anos e está te questionando algo.
- Está bem. Não gosto de falar do assunto porque foram dias difíceis, não somente o ano de 2008, mas os que se seguiram. Instituições e grandes corporações ruindo, milionários perdendo fortunas. Primeiro foram os bancos, logo em seguida foram as grandes marcas, até tudo virar pó.
- Era isso que iria te perguntar, a professora pediu para falarmos sobre nomes como Google, Coca-cola e Nike. O que essas marcas comerciavam vovô?
- Ah coitadas (só de lembrar abro um sorriso). Eram símbolos do modo de produção daquela época. Dominavam o mercado, ou melhor, o mundo. Era um filme lançado, lá tinha um merchandising da Coca-cola. Uma nova idéia surgia no ramo da tecnologia da informação, em questão de dias a Google comprava e era só um jogador de futebol com seus 15 anos ser vendido para a Europa a Nike já o retia como novo prodígio.
- Credo meu avô. O senhor falando assim até parece que o senhor vivia em um mundo escravizado, sem poder algum de manifestação ou disputa sócio-econômica. Eu ainda gostaria de viver podendo escolher o que...
- Acho que encerramos a conversa por aqui, o ônibus do governo já está aí na frente para te levar na escola. Boa aula!
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Michel's
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21:49
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Marcadores: Crise, Mercado Financeiro
terça-feira, 23 de setembro de 2008
22 motivos para não esquecer.
Após 3 longos e bons anos de moradia no quarto 22 da Casa do Estudante Universitário I da Universidade Federal de Santa Maria resolvi enunciar aqui 22 momentos que certamente levarei comigo:
01. Já na primeira semana passei com 38º graus (durante a noite), sem ventilador e com um batalhão de mosquitos. Conseqüência: dormir tapado e acordar ensopado. (fev/05)
02. Operação gatonet, o quarto sendo utilizado como QG central; mapas, reuniões e estratégias para agir na hora certa, para felicidade de toda CEU. (mar/05)
03. Um possível projeto foi discutido onde o 22 e o 23 virariam somente um quarto. Um com a sala/cozinha e o outro com o quarto. O projeto não saiu do papel, mas era interessante! (jun/05)
04. As discussões entre os liberais e não-liberais; socialistas e capitalistas; ortodoxos e heterodoxos logo após o almoço quando o vizinho vinha até o quarto. (fev/05~dez/05)
05. Com a ajuda de dois grandes amigos (um aspirante a médico e outro a arquiteto) e uma apostila não conseguimos resolver uma prova de matemática, estudando para o vestibular do dia seguinte. Logo, reprovado! (jan/06)
06. A realização de um churrasco, com direito a churrasqueira improvisada e nuvens de fumaça para o quarto acima, em troca um balde de água na carne. Sem graça. (fev/06)
07. Reforma do quarto. Encabeçada e realizada pelos outros dois moradores. Resultado: quarto vira exemplo da CEU I. Essas palavras não são minhas, mas concordo. (abr/06)
08. A possível moradia de uma garota no quarto, fazendo com que eu estivesse a palavra final, sendo que os outros 2 moradores já moravam lá há anos. (mai/06)
09. O item acima acarretou na desunião entre os outros 2 membros do quarto, um dos momentos mais desagradáveis, fazendo com que eu ficasse durante 3 meses sozinho. (jun/06)
10. Após repor uma das vagas com um amigo conterrâneo e de mesmo pensamento sócio-econômico, outro morador simplesmente bate à porta e se diz morador. Cada uma que acontece. (out/06)
11. Uma festa surpresa para um amigão da economia, tudo marcado e combinado. O missioneiro ficou feliz da vida! (nov/06)
12. Uma semana inteira assistindo durante a madrugada as garotas do voleibol do Brasil em busca de mais um fracasso, isto na companhia das baratas que passeavam pela pia, sendo em vão qualquer tentativa de aniquilação. (dez/06)
13. Uma faixa! Uma faixa – não encomendada – de bixo 2007 feita por uma amigona. Muito legal!! (jan/07)
14. Torcida carimbada e com o pensamento positivo no Imortal Tricolor em busca do tricampeonato da Libertadores da América de 2007 em todas as quartas. Não foi daquela vez, uma pequena adiada. (fev/07~jun/07)
15. A noite do hotel; onde após uma festa de formatura, o quarto foi tomado por vizinhos e desabrigados, fazendo com que 7 pessoas dormissem num espaço 5mx5m. (mar/07)
16. Aquele mesmo morador (item 10) foi pedido a se retirar. Situação muito desagradável e hoje posso até chamar de injusta. Paciência, agora já foi feito. Sem mágoas. (mar/07)
17. A noite dos filmes; 4 filmes (se é que podem ser classificados como tais) assistidos na seqüência entre 6 apavorados, amedrontados e enraivecidos telespectadores. (jun/07)
18. Madrugada curta. Onde eu e o outro morador vivendo em momentos parecidos, sem muito sono e com muito trabalho para faculdade viramos a noite. Nem é necessário dizer que não foi em função da faculdade, mas sim dialogando, conversa produtiva. (jul/07)
19. Julho de 2007: o mês da ausência criativa de noites de sono, ou uma tradução mais direta; monografia. Dias complicados. (jul/07)
20. Despedida de uma amiga para o Mato Grosso do Sul. Neste dia foi o recorde de pessoas ao mesmo tempo no quarto, 18. Não me pergunte como se conseguiu esse feito. (jan/08)
21. A hora de deixar o quarto, devido uma lei da Universidade. Algo nada agradável ou planejado, mas por vezes a vida não avisa com muita antecedência o que tem que fazer. (fev/08)
22. As reuniões diárias nas quais se conversava sobre os mais variados assuntos, com aqueles que ali estavam, sempre acompanhados de um cafezinho passado na hora. Muito bom! (fev/05~fev/08).
Finalizo agradecendo, aos moradores em que lá estiveram durante esse período, aos amigos que lá fiz e mantenho até hoje, às visitas ilustres que lá tiveram e a outros momentos que não saíram da minha memória. Obrigado!
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Michel's
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21:35
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Auto medicação
Com um pé fora eu outro dentro da farmácia, percebo que a balconista me persegue com os olhos e uma feição levemente preocupada. Sendo assim vou até ela e lhe questiono:
- Por gentileza, estou à procura de uma dose de grosseria, vocês têm aqui?
- Desculpa, mas eu não entendi o que o senhor quer. – Responde ela desconfiada.
- É simples. Desejo apenas uma porção de grosseria, seja ela em comprimido ou em gotas.
- Não tenho como lhe ajudar, o senhor vai ter que me desculpar. – Fala ao mesmo tempo em que tenta se esquivar de mim.
- Então me veja um pouco de indelicadeza ou brutalidade, que estou precisando agora, já que vocês não têm grosseria para me vender! – Falo com um tom de voz um pouco mais forte, já que estava perdendo a paciência.
- Desculpa senhor, desculpa. – Resmunga a jovem em meio aos soluços.
- Mas que incompetência da sua parte, não consegue sequer atender um cliente, onde está o gerente deste local, isto é uma afronta! – Começo a ficar nervoso e percebo que chega até mim uma pessoa com um semblante desafiante e soberbo.
- O que está havendo aqui, algum problema? – Pergunta o homem franzindo a testa.
- Sim! Sua funcionária além de mal educada e incompetente, por não conseguir atender a um simples cliente, é psicologicamente afetada. Exijo que você tome uma atitude perante esta situação! – Argumento roendo os dentes e colocando o dedo indicador em seu peito.
- O senhor está se referindo a minha funcionária ou a si próprio quando diz que alguém aqui é psicologicamente afetado? – Indaga calmamente e com um ar de ironia.
- O quê!? Que audácia sua falar essa bobagem! O que está pensando? – Enfrento-o com os olhos saltando de suas órbitas.
- Refiro-me a cartela com oito comprimidos que o senhor comprou a dez minutos atrás conosco e tomou-as de uma vez só e que logo depois pedi para o senhor se retirar de minha farmácia. Não se recorda disso? – Explica ao mesmo tempo em que olha para seu relógio.
- Quem!? O que foi que acontec.. – Tento confrontá-lo, quando tomo um susto ao ver, em minhas mãos, um caixa de remédio com o seguinte escrito: Grosseril: ingerir um comprimido a cada seis horas; em caso de overdose, grosseria exacerbada e ocorrência de amnésia temporal.
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Michel's
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19:59
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Mercado Financeiro -- O que fazer?
Não são poucos os brasileiros que estão desesperados, perdendo muito mais que cabelos com as constantes quedas na bovespa. Muitos dos que resolveram investir sua poupança no mercado financeiro enquanto a economia vivia um momento de céu de brigadeiro, amarga consideráveis perdas com o mau momento da economia atualmente.
A situação é bastante complicada, a crise hipotecária americana que alguns juravam de pé junto que não afetaria a economia brasileira, tardou mas não falhou. E o pior é que a crise ainda não está resolvida, ou seja, previsão de bom tempo só alguns raros otimistas.
A pergunta que fica é: o que fazer em momentos como este? A verdade é -- e você já deve presumir isso -- não há uma resposta considerada correta/exata para essa questão. O que há porém, são alguns "pontos cardeais" pelos quais podemos nos orientar para evitar grandes perdas, ou perdas ainda maiores. Eis aí algumas:
1. Os blue chips são a maioria entre os 10 papeis que mais desvalorizaram ultimamente. Isso pode indicar um bom momento de compra, visto que a queda se deveu a fatores exógenos ao fundamentalismo, ou seja, não há nada de errado com os papéis.
2. Papéis de empresas do setores financeiros, mais especificamente bancos, que apesar do crédito fácil ser um atrativo para inadimplência, especialistas afirmam que está longe do tão temido subprime.
3. E há também aqueles que apostam na subida do dólar comprando papéis de empresas do setor exportador, o que é meio expeculação porque nada garante que o dólar irá subir. Nem o contrário, é claro.
Para encerrar, a Exame desta quinzena (N.º 923), divulgou a carteira de ações que o investidor deve montar para se proteger dos solavancos da bolsa na matéria "Como se proteger durante a crise", embora muitos investidores preferem não confiar nos analistas entrevistados pela Exame.
15% Petrobras
15% Vale
15% Vemig
10% CSN
10% Itausa
10% Bradesco
10% CCR
10% AES Tiete
5% Usiminas
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Luis Henrique
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21:53
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Marcadores: Economia, Mercado Financeiro
A Falácia DOHA
A rodada DOHA está nos centro das atenções dos noticiários políticos e econômicos. Muito se critica as nações industrializadas que pregam o liberalismo mas não o praticam. Afinal, será que esse liberalismo comercial é realmente bom para a economia brasileira? A resposta de todo bom economista: depende.
Neste ano, a rodada ficou marcada pelo incansável discurso de Celso Amorin dizendo, em outras palavras, que é melhor um pássaro na mão do que dois voando, ao mesmo tempo em que recebiamos severas críticas de correligionários de aliança comercial acusando o Brasil de traição.
A negociação estava mais ou menos assim, na área agrícola, os Estados Unidos haviam prometido o teto de US$ 14,5 bilhões ao ano para os subsídios concedidos a seus agricultores. Para o nosso atual ministro de relações exteriores, isso é considerado positivo
Enquanto isso, os países em desenvolvimento - ou seja, para o Brasil e seus sócios do Mercosul - se comprometeram em cortar 54% nas tarifas de importação de bens industriais, com margem de proteção para 14% das linhas tarifárias. E é aí que mora o perigo.
Reduzir impostos sobre produção industrial significa sufocar a indústria nascente, ou seja, todo esforço no sentido de desenvolver uma indústria nacional que é símbolo de uma nação economicamente desenvolvida, será jogado fora para favorecer aquilo que já temos de mais forte: a agricultura.
Com isso os liberais riem à toa, não existe nada mais ricardiano do que isso. Teoria da Vantagem Comparativa total. E é aí que entra o depende. Se o Brasil quiser ser para sempre conhecido como o celeiro do mundo, é ótimo, vamos produzir soja como nunca antes. Porém, se um dia quiser se desenvolver tecnologicamente, será tarde demais.
E enquanto o desenvolvimento não vem, o Brasil fica assim, a ver navios, indo e vindo. Porque para nós é super normal ver navios abarrotados de soja indo em troca de alguns com microchips vindo. Mas concordamos que os portugueses foram estúpidos quando assinaram o tratado com a coroa inglesa para vender vinhos em troca de trigo.
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Luis Henrique
às
16:24
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Marcadores: DOHA, Economia, liberalismo, Política
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Liberalismo para liberal ver
É do saber de todos que os idealizadores deste blog não são muito simpatizantes dos ideais liberais. A começar por mim, é claro. É claro também, que não sou a favor do totalitarismo ou afins. Acredito que a economia de mercado, de livre concorrência, é imprescindível para o desenvolvimento. Mas acredito também que em certas circunstâncias/situações, o governo precisa intervir para dar um "empurrãozinho" -- pois caso ele não faça, ninguém mais o fará.
Porém, há os liberais fanáticos, crentes na mão invisível e que criticam veemente qualquer tipo de intervenção estatal na economia. Para justificar suas idéias, dão como exemplo o maior de todos, a potência mundial, os Estados Unidos da América. Porque, afinal, a América é livre!
Livre é, só não é imune a crises. E digo, mais certo que os liberais extremistas, estava Nietzsche com seu eterno retorno.
Assim como o New Deal -- que nada mais foi do que um conjunto de idéias Keynesianas *heterodoxas* intervencionistas -- foi a salvação para "américa" depois da crise de 29, eis que a mão invisível esquece de aparecer (de novo) e o governo americano resolve dar uma ajudinha para Fannie Mae e Freddie Mac. Ajudinha, porque eles são bonzinhos, afinal.
E ainda assim são chamados de liberais. Intervêm diretamente na economia, dão subsídios para Deus e mundo, invadem países, retaliam nações, enforcam presidentes, mas são liberais: laissez faire, laissez aller, laissez passer. É claro que são.
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Luis Henrique
às
17:17
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Marcadores: Economia, liberalismo

Luis Henrique
Neitor Bastiani
Michel's

